Maior retrospectiva já dedicada a Vik Muniz chega ao Rio
Maior retrospectiva já dedicada a Vik Muniz chega ao Rio

Maior retrospectiva já dedicada a Vik Muniz chega ao Rio

“Vik Muniz – A Olho Nu” reúne obras inéditas e homenagem ao Museu Nacional do Rio, incendiado em 2018

Depois de passar pelo Instituto Ricardo Brennand, em Recife, e pelo Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, Vik Muniz – A Olho Nu desembarca no CCBB Rio de Janeiro com mais de 220 trabalhos, entre esculturas e fotografias, criadas de 1987 até hoje. 

Com curadoria de Daniel Rangel, a exposição tem como eixo central a transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em experiências monumentais, além de novidades em relação às etapas anteriores do projeto: mais de vinte trabalhos foram incorporados à versão carioca da mostra. 

“Vik Muniz é um ilusionista — um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais”, disse o curador.

Obra "Família", de Vik Muniz

A escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026), da série Veículos Mnemônicos, produzida em Turim, na Itália, será exibida pela primeira vez no Brasil. Com mais de quatro metros de comprimento e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik Muniz tinha na infância.  

A escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026)

Outro destaque vai para a obra Tropeognathus Mesembrinus (2026), um gigante pterossauro feito com cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, devastado por um incêndio em 2018 — fato que mobilizou Vik Muniz para o levantamento de recursos para sua reconstrução. Da série Museu de Cinzas, a escultura inédita criada em parceria com o laboratório do Museu Nacional, paira no ar, com seus 8,20 metros de envergadura. 

A obra Tropeognathus Mesembrinus (2026)

“Em meio ao surgimento de novas tecnologias, Muniz nos faz refletir sobre o papel da imaginação humana como matéria-prima primordial da arte”, disse Sueli Voltarelli, Gerente Geral do CCBB Rio.

No chão da Rotunda, um tapete redondo com dez metros de diâmetro estampado traz uma versão ampliada de Medusa Marinara (1997), obra em que Vik Muniz recriou o mito greco-romano desenhado com molho de tomate. A versão original pode ser vista no primeiro andar.

Da série Relicário, reconhecida pelo próprio artista como um marco em sua produção, integram a mostra as obras Herói, Dardos e O Segredo.  Foi a partir desta série que seu interesse pela fotografia surgiu, durante o processo de documentação das esculturas. 

Vik Muniz – A Olho Nu
Em cartaz até 7 de setembro de 2026.  
CCBB Rio de Janeiro: R. Primeiro de Março, 66 - Centro, Rio de Janeiro.

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