Islândia para aventureiros que amam uma mordomia

Islândia para aventureiros que amam uma mordomia

Com restaurante escondido em estufas geotérmicas e vulcões adormecidos, o País nórdico é uma aventura mágica

A Islândia é um daqueles destinos em que a paisagem parece mudar a cada curva da estrada.

Entre vulcões adormecidos, campos de lava, geleiras milenares e águas geotermais, o País combina uma natureza quase surreal com uma cena gastronômica e cultural cada vez mais interessante.

Depois de explorar diferentes regiões da ilha, a bailarina e criadora de conteúdo Maria Osorio selecionou 9 experiências que traduzem o melhor da Islândia — da arquitetura contemporânea de Reykjavík a jantares no meio de estufas aquecidas pelo próprio subsolo vulcânico.

1.     Visitar a Harpa Concert Hall

Mesmo que você não vá assistir a nenhum concerto, a visita à Harpa já se justifica por si só. Considerado um dos edifícios mais bonitos da capital islandesa, o prédio tem uma fachada inspirada nas formações basálticas típicas do País, formada por painéis de vidro que reagem à luz natural e mudam de tom ao longo do dia — do nascer ao pôr do sol, a construção nunca parece a mesma duas vezes.

2.     Atravessar uma geleira

A travessia pela geleira Sólheimajökull é descrita por Maria como uma das experiências mais impactantes do roteiro, daquelas que fazem qualquer pessoa se sentir minúscula diante da natureza. O trajeto passa por formações de gelo azul e fendas profundas, em uma paisagem que lembra outro planeta. 

Para brindar o esforço, ao fim do passeio prova-se um whisky "on the rocks", com gelo retirado dali mesmo.

3.         Contemplar as cachoeiras poderosas da Costa Sul

A Islândia tem cachoeiras espalhadas por praticamente todo o território, mas algumas se tornaram parada obrigatória. 

A Seljalandsfoss permite caminhar por trás da própria queda d'água, criando um ângulo pouco comum de se observar o fenômeno. Já a Skógafoss é apontada como uma das mais impressionantes do País, com um volume de água que impressiona de longe. A Gljúfrabúi, mais escondida e semi-oculta dentro de um desfiladeiro rochoso, é uma das minhas preferidas e para os fãs de Game of Thrones, os cenários da região são reconhecíveis na hora.

4.         Descer ao interior de um vulcão

Sim, é exatamente isso. Um dos passeios mais raros que a Islândia oferece é o Inside the Volcano, que leva os visitantes literalmente para dentro da câmara magmática de um vulcão adormecido, algo que não existe em nenhum outro lugar do mundo.

5.         Almoçar numa fazenda de tomates

Um dos programas mais charmosos e surpreendentes da viagem. O restaurante Friðheimar funciona dentro de uma estufa de tomates que se mantém em cultivo o ano inteiro graças à energia geotérmica local — um contraste e tanto com o clima gelado do lado de fora. A refeição acontece cercada de plantas e sob luz natural, no meio do interior islandês e o suco de tomate servido é o melhor que Maria já experimentou.

6.         Comer truta fresquíssima 

No coração de Reykjavík, o restaurante Jómfrúin combina ingredientes islandeses com pratos típicos dinamarqueses e escandinavos, resultado da forte influência histórica entre os países nórdicos. Vale experimentar a truta-ártica, peixe da região aparentado do salmão.

7.         Jantar sob a aurora boreal

Com arquitetura que remete a um chalé aconchegante, o Hotel Rangá é uma boa pedida para um jantar com vista — literalmente, já que a região tem baixíssima poluição luminosa e visual, o que a torna um dos melhores pontos do País para observar a aurora boreal depois da refeição.

O menu do restaurante é baseado na culinária nórdica tradicional, e entre os pratos mais comentados está o tubarão fermentado, uma iguaria típica da Islândia que costuma dividir opiniões entre os visitantes.

8.         Passear de quadriciclo pela praia de areia preta

O passeio para os amantes de adrenalina e belas paisagens: além de pilotar quadriciclos por terrenos vulcânicos e extensões de areia preta, os participantes conhecem a história por trás do avião DC-3, cujos destroços estão abandonados desde os anos 1970 na praia de Sólheimasandur.

9.         Relaxar numa lagoa azul 

Para fechar o roteiro com uma pausa merecida, o Retreat Hotel funciona como um verdadeiro refúgio dentro das águas geotermais da Blue Lagoon. O hotel conta com uma lagoa privativa, de acesso ilimitado para os hóspedes, ideal para desacelerar depois da rotina intensa de deslocamentos e passeios pelo País.