O PR que vai levar o Brasil ao GP de Miami

O PR que vai levar o Brasil ao GP de Miami

Juan Moraes, o PR que vai levar o Brasil ao GP de Miami, entrega a fórmula

Afinal, qual é a maior qualidade de um relações-públicas? Ser acessível, contar com um mailing poderoso ou ter a habilidade de conectar diferentes pessoas? A fórmula do sucesso envolve um pouco de tudo isso em uma profissão que existe no Brasil desde o início do século XX, e que vem ganhando mais destaque e importância nas últimas décadas com as redes sociais e a busca por experiências cada vez mais memoráveis. Não basta o RP ter uma lista de convidados impactante: é preciso participar da construção da ideia e entender o público para garantir bons resultados às marcas e, claro, aos próprios convidados. Resultado que não é fácil de se alcançar em um mundo em que o tempo vale ouro, sair de casa é escolha e impressionar ficou cada vez mais difícil. Juan Moraes é um dos nomes que vem navegando por essas águas com maestria. Catarinense de Joinville, o RP tem se destacado como um dos mais queridos e disputados profissionais justamente pela junção de todos os fatores dessa fórmula de sucesso, seguido por um entourage fiel e plural que vai de celebridades e influenciadores a artistas e formadores de opinião.

Essa história começou quando Juan se mudou para Curitiba aos 17 anos, onde viveu por uma década. E foi lá que a noite surgiu de forma natural: “Quando comecei, o que eu faço ainda não tinha tanta força como profissão, no sentido de existirem cursos mais focados nisso. Na época, frequentava uma balada em Curitiba chamada Lique. Ela era pequena, exclusiva e eu sempre estava com amigos de diferentes grupos. Os sócios notaram que eu navegava por diferentes grupos e me deram a oportunidade de transformar aquilo em trabalho,” disse ele, que se formou em publicidade e tem como referência Alicinha Cavalcanti, promoter que começou carreira na década de 1980 no Gallery, sob as bênçãos de José Victor Oliva. Dali, Juan seguiu para uma temporada de trabalho de verão em Florianópolis e ampliou as fronteiras para o Rio de Janeiro, onde conheceu justamente José Victor Oliva, padrinho da sua maior referência e que também viria a ser um dos mentores na jornada de Juan. Junto dele, de Antonio Oliva e de Ju Ferraz, Juan viveu anos de Carnaval com o Camarote No1 na Sapucaí. Na carreira solo, ele encarou o desafio de rejuvenescer o Carnaval do Copacabana Palace com oito edições da festa e passou a conquistar clientes de peso, como a Netflix em São Paulo. De lá para cá, Juan foi fortalecendo o portfólio com eventos disputados, como a festa da Tanqueray com o Baile da Arara e a presença de Sarah Jessica Parker no Carnaval deste ano, a pop-up da Casa Amor de St. Tropez em Trancoso durante a Páscoa, o after party do Golden Globes Tribute no Rio de Janeiro, em março, e os desfiles da Misci, Lenny Niemeyer e Osklen no Rio Fashion Week, em abril.

Um dos projetos que ele fala com carinho é a parceria com a Fórmula 1, que já dura seis anos e surgiu de um desafio dado pela organização para, assim como no Baile do Copa, também dar um refresh no evento. “Eles entraram em contato com a gente com a missão de rejuvenescer a Fórmula 1 no Brasil, que sempre esteve relacionada aos domingos e carregava muita nostalgia. Eles queriam manter isso, mas com gente nova, jovem.” Deu certo: o GP em São Paulo não só é um dos mais concorridos do ano, como também abriu as portas para que Juan levasse o Nosso Camarote, um dos mais antigos da Sapucaí, para o GP de Miami, estreia que acontece em 3 de maio. Além de Miami, ele também comandará, pelo segundo ano, a ativação do Stark Bank no GP de Mônaco, em junho, e o GP de São Paulo, em novembro. Para completar a agenda de eventos, Juan também celebra o contrato como relações-públicas da CBF, com a missão de construir relacionamento e recepcionar os brasileiros nos Estados Unidos para os jogos da Copa do Mundo deste ano.

Construir isso tudo leva tempo, e acertar no mix de convidados é um dom. Ele conta que busca sempre trazer o novo em suas listas, destacando quem está ganhando visibilidade na sua profissão: “Podem ser artistas, empresários, celebridades, novos talentos. As pessoas gostam de se conectar com gente nova e sempre penso: eu iria neste evento? Até porque hoje em dia o mais importante é o tempo que as pessoas têm. Por isso, tem que ser algo especial,” conta. Para medir o sucesso do evento entre o público, o like, sim, é importante;  afinal as experiências também se tornaram uma grande vitrine nas redes sociais. Mas para Juan o olho no olho é mais importante que o olho na tela. “Os eventos viraram quase um veículo de exposição e conexão. A percepção de como as coisas chegam nas pessoas mudou com as redes sociais. Mas a experiência, quando forte, vai além do feed e fica na memória.”

O que faz das festas do Juan tão famosas vai muito além do que se vê nas redes e do que conquista as marcas. As histórias boas, aquelas que não podem ser contadas, acontecem longe da timeline, como nos aniversários do RP, que viraram uma tradição, e nos afters “não oficiais” — basta pensar que foi em um deles, por exemplo, que Bruna Marquezine apareceu pela primeira vez entre amigos com Shawn Mendes. Mas aí é outra história, só para os convidados…

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