Depois de quatro anos e US$ 300 milhões em obras, a National Geographic reabriu em Washington seu museu, agora seis vezes maior e uma verdadeira ode à exploração e ao trabalho da revista.
Logo na chegada ao museu, a enorme moldura amarela – símbolo da publicação – é uma indicação de que o visitante está prestes a “atravessar” um portal ao entrar no novo Museum of Exploration da National Geographic.
A exposição começa ainda do lado de fora, onde os jardins do museu recriam seis ecossistemas do planeta – florestas tropicais e temperadas, savanas, desertos, regiões polares e oceanos – com esculturas de animais em tamanho real, como um jaguar, uma capivara, um abutre e uma tartaruga, além de plantas nativas de Washington, trilhas táteis de pegadas e um recurso de realidade aumentada.

Já ao entrar no museu o visitante é recebido com novidade do teto ao chão. No topo do museu, vigas de madeira resgatadas de New Hampshire, formam uma espécie de copa, enquanto no chão, painéis de vidro mostram uma série de artefatos históricos: uma réplica das ruínas do Titanic, encontrado pelo oceanógrafo Robert Ballard em 1985, uma pedra lunar coletada na missão Apollo 12 de 1969, réplicas de cabeças olmecas e ruínas de mármore de Aphrodisias.
O acervo de mais de 650 "objetos de exploradores" (termo cunhado pela própria publicação) está organizado em cinco experiências interligadas: Rolex Explorer's Landing, In Focus, Photo Ark, The Archives e Geoverse.
A Rolex Explorer's Landing é descrita como o coração do museu e reúne artefatos como a gôndola da expedição Explorer II, de 1935, e o traje JIM usado pela oceanógrafa Sylvia Earle para descer ao fundo do Pacífico.

Já a In Focus funciona como um diário visual da National Geographic: clássicos permanentes nas paredes e mostras rotativas – trocadas a cada seis meses – no centro da sala. Entre os destaques estão as fotos de armadilhas fotográficas feitas por George Shiras III nos anos 1890 e o retrato de uma sequoia de 1.500 anos, do fotógrafo Michael Nichols.
Mas assim como na revista, o ponto alto do museu são as fotos de animais feitas pelos fotógrafos da Nat Geo, no caso, a obra do fotógrafo Joel Sartore. Em 2006 ele criou o projeto Photo Ark: Animals of Earth com o objetivo de fotografar as cerca de 25 mil espécies que vivem sob cuidados humanos ao redor do mundo.

Já são mais de 17 mil retratados, sempre isolados contra fundos pretos ou brancos. A exposição também é interativa: o visitante pode tirar suas próprias fotos e fazer um teste para descobrir a qual animal mais se parece.
Em homenagem aos 250 anos dos Estados Unidos, uma galeria batizada Red, White and Blue reúne fotos de cada estado americano que remetem às cores da bandeira – como lagostas vermelhas do Maine e mãos biônicas azuis fabricadas na Virgínia.
A visita termina na seção The Archives, que reconstitui os 138 anos de história da revista com cópias de todas as edições já publicadas.

O local ainda oferece outro tipo de exploração: a culinária. No restaurante do museu é possível provar pratos das cozinhas da Itália, Peru, Vietnã e Marrocos, além de clássicos americanos.
O museu fica no número 1600 da M Street, esquina com a sede histórica da National Geographic Society, fundada em 13 de janeiro de 1888.
O museu funciona todos os dias, das 9h às 20h.















