Da medicina regenerativa ao impacto das redes sociais na saúde mental, o Page9 reuniu 9 aprendizados do Iguatemi Talks Wellness que mostram como o bem-estar vai muito além da academia — e por que ele se tornou o maior movimento cultural (e de consumo) do nosso tempo.
1. Wellness não é tendência. É uma nova definição de qualidade de vida.
Com um mercado global estimado em mais de US$ 5 trilhões, o wellness se consolidou como um conceito amplo, que vai muito além da academia e da alimentação saudável. Hoje, engloba saúde física e mental, beleza, longevidade, relações sociais e até turismo. O objetivo não é apenas viver mais, mas viver melhor.
2. A beleza é cultural.
Como destacou Harold James, make up artist global da L'Oréal Paris, cada sociedade desenvolve sua própria ideia do que é belo. Em segunda vez no Brasil, ele notou que, aqui, a maquiagem costuma se concentrar nos olhos e na expressão; já no Japão, o foco é na qualidade da pele.
James também defendeu que a beleza mais interessante nasce da autenticidade. Em vez de reproduzir tendências ou perseguir um ideal de perfeição, a maquiagem deve ajudar cada pessoa a expressar sua identidade. "Você pode brincar com as tendências, mas não pode se perder nelas", resumiu.
3. O fandom das marcas asiáticas fala tanto de identidade quanto de cosméticos.
A força do mercado de skincare asiático vai além dos ingredientes. As marcas entenderam cedo que consumir skincare pode ser também uma experiência cultural e coletiva.
Talvez seja por isso que a beleza asiática tenha encontrado um público tão receptivo no Brasil: em 5 anos, as exportações de cosméticos coreanos para o país cresceram quase 6 vezes.
4. A próxima fronteira da beleza é a regeneração.
A Dra. Mamy Honda, médica dermatologista especializada em pele asiática, apontou a medicina regenerativa como uma das principais apostas dos próximos anos. Para além dos ativos, a inovação também está na forma como eles são entregues ao organismo — nanopartículas, microvesículas e formulações cada vez mais gentis redefinem o que significa um produto eficaz.
5. A internet é nova. O nosso cérebro, não.
O youtuber e influenciador Felca refletiu sobre como nosso cérebro interpreta rejeição, crítica e exclusão online como ameaças reais porque fomos programados para identificar esses aspectos muito antes das redes sociais existirem.
Em um ambiente de exposição constante, construir uma identidade sólida fora das telas torna-se uma forma essencial de bem-estar, e a autenticidade e o autoconhecimento são ferramentas cada vez mais estratégicas para preservar a saúde mental na economia da atenção.
6. As relações sociais são um dos pilares mais importantes do bem-estar.
Saunas, wellness clubs e novos espaços de convivência estão crescendo no Brasil e no mundo porque respondem a uma necessidade humana básica: conexão.
Estudos sobre longevidade nas chamadas Blue Zones, regiões onde as pessoas vivem mais e com melhor saúde do que a média global, mostram que a qualidade dos nossos relacionamentos influencia diretamente saúde, felicidade e expectativa de vida.
7. O turismo de wellness deixou de ser nicho para se tornar um estilo de vida.
Retiros de silêncio, desconexão digital, imersão na natureza, programas de longevidade e experiências personalizadas respondem a uma pergunta que cada vez mais pessoas estão fazendo antes de reservar seu destino de férias: isso vai me fazer bem?
8. Um dos maiores desafios do bem-estar contemporâneo é não transformar a solução em problema.
Do uso de canetas emagrecedoras às redes sociais, muitas ferramentas surgem para melhorar a vida, mas podem gerar novas questões quando usadas sem acompanhamento ou reflexão.
Como apontaram a nutricionista Andrea Santa Rosa e a endocrinologista Dra. Isabela Bussade, a busca por autoestima, performance ou pertencimento precisa vir acompanhada de contexto e cuidado.
9. Uma nova forma de reposição hormonal pode transformar a menopausa.O ginecologista Dr. André Vinicius destacou pesquisas em andamento nos Estados Unidos sobre o uso do estetrol na terapia hormonal da menopausa. Já aprovado para outras indicações, o hormônio vem sendo estudado como uma possível alternativa que amplia as opções de tratamento disponíveis para mulheres nessa fase da vida.
















