Sessenta anos sem perder o ritmo

Sessenta anos sem perder o ritmo

Na Suíça, o Montreux Jazz Festival celebra seis décadas reunindo história, inovação e alguns dos maiores nomes da música

Montreux — Tem muita coisa boa que acontece para além do Mar Mediterrâneo.

Existe um festival onde Miles Davis, Prince, Nina Simone e outras grandes joias da música mundial fizeram história.

É às margens do Lago Léman que acontece um dos eventos mais importantes do mundo: o Montreux Jazz Festival, que nasceu em 1967 e chega à sua 60ª edição.

Mas ele nunca foi apenas um festival.

Montreux inteira muda de ritmo durante esses dias. As ruas são tomadas por palcos, bares, restaurantes, artistas de rua e lojas temporárias. A cidade inteira respira música.

Desde a sua primeira edição, praticamente todos os shows são gravados. O resultado é um dos maiores arquivos audiovisuais da música, com milhares de horas de apresentações, preservadas em um bunker em Caux, nos Alpes Suíços.

E foi justamente lá que a nossa experiência começou.

A mais de mil metros de altitude, no Chalet Claude Nobs — espaço que leva o nome do fundador do festival —, convidados da Audemars Piguet foram recebidos para um jantar cercado por montanhas, história e alguns dos objetos mais emblemáticos da trajetória do evento.

No dia seguinte, encontramos Raye, responsável pelo show de abertura desta edição.

No palco principal, criado especialmente para celebrar os 150 anos da Audemars Piguet e os 60 anos do festival, Raye apresentou um espetáculo que homenageou artistas que marcaram a história de Montreux. Além das participações surpresa de Mark Ronson e Alicia Keys.

Depois dos meus dias por aqui, ficou fácil perceber o simbolismo que Montreux carrega.

O lugar onde a história da música continua sendo escrita, ano após ano, merece ser conhecido e reconhecido.